Divergente - Veronica Roth

Publicado em 29/01/2015 às 11h36

Editora: Rocco

Autora: Veronica Roth

Número de Páginas: 504

Classificação: ♥♥♥♥

Onde comprar: Amazon / Submarino / Saraiva

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

     Beatrice vive em uma sociedade dividida em cinco facções: a Abnegação, em que as pessoas dão muito valor ao altruísmo e em ajudar o próximo; a Amizade, em que as pessoas vivem em paz e decidem tudo em conjunto; a Audácia, em que as pessoas vivem para serem corajosas e enfrentar qualquer desafio; a Franqueza, em que as pessoas são sinceras e buscam sempre a verdade e a Erudição, em que as pessoas vangloriam a inteligência e estão sempre em busca do conhecimento. No dia da escolha, quando os jovens de 16 anos podem decidir trocar de facção, Beatrice deixa seu passado na Abnegação e escolhe a Audácia, a partir disso a vida dela nunca mais será a mesma. Para todos os jovens, o dia da Escolha deveria ser tranquilo, pois eles passam por um teste que lhes mostra a facção que eles mais se identificam, porém a Beatrice se identifica com três facções e isso porque ela é uma divergente.

    Enfim, eu li esse livro! E me encantei em como a Veronica Roth elaborou toda essa sociedade, é simplesmente fantástico ver como todas as personalidades podem realmente se dividir nessas facções e com isso, podemos ter várias discussões e reflexões sobre a natureza humana e eu acho que é isso que torna esse livro tão sensacional.

    Essa série já entrou para a minha lista de distopias favoritas. Nesse livro, somos surpreendidos a cada capítulo, pois não sabemos como a Beatrice vai agir. Por ser uma divergente, ela não pensa como a maioria das pessoas, isso é algo que assusta muito ela - pois ela não entende muito bem o que é ser divergente, mas sabe que não é bom na sociedade em que ela vive - mas para nós leitores, isso gera muita curiosidade, pois queremos saber o que significa e o que pode acontecer.

    Quando Beatrice entra para a Audácia, ela se torna Tris e precisa passar por uma iniciação bem rigorosa. No meio dessa angústia, que causa medo por ter que passar pela iniciação e dúvidas se ela fez a escolha certa, ela conhece Quatro, seu instrutor e que vai mudar grande parte dessa história.

     Gostei bastante da leitura do livro, achei essa “sociedade perfeita” incrível e a escrita da Veronica muito entusiasmante, porém esse livro foi recomendado para mim, em comparação a Jogos Vorazes e isso pesou um pouquinho. Ainda acho Jogos Vorazes melhor, mas gostei muito de Divergente. Só acho que a Katniss tinha um objetivo maior que movia ela e enfrentava um governo bem mais rigoroso. Acredito que em Insurgente terá mais esse conflito político e eu realmente espero isso.

    Se alguém ainda não leu – o que eu acho bem difícil – super recomendo, é uma distopia ótima e com uma sociedade que realmente faz a gente refletir sobre as culpas, os desprezos e os sentimentos humanos.

“Dividiram-se em quatro facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo... Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade...Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição...Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza...Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação...E os que culpavam a covardia se juntaram à Audácia”. Pág. 48-49

“Os seres humanos, de uma maneira geral, não conseguem ser bons por muito tempo antes que o mal penetre novamente entre nós e nos envenene”. Pág. 454

“Ele não é doce, gentil ou especialmente bondoso. Mas é esperto e corajoso e, embora tenha me salvado, tratou-me como uma pessoa forte. Isso é tudo o que eu preciso saber.”Pág. 302-303

    

Quem já leu esse livro, o que achou? E quem ainda não leu e está esperando como eu? Comentem!

Beijos ♥

Comentários

Heloisa Beal em 03/02/2015 13:07:00
Oi Laísa, acredite, eu ainda não li Divergente ! Sempre fui muito afim de ler, mas sei lá porque eu não li aiuhsiuash ameei a tua resenha e fiquei super curiosa para ler o livro!
Beijiinhos
(aah esperando pela bookshelf tour)

http://umfuxicosobrelivros.esy.es/

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